AR CONDICIONADO
O homem primitivo só tinha o
fogo e suas vestimentas como meio de aquecer-se e, água
fria, sombras e brisas, para minimizar os efeitos do
calor.
Até o século XIX houve
algum desenvolvimento de sistemas de calefação
e algumas rudimentares tentativas de ventilação
e resfriamento por evaporação. Somente
no século XX começou o emprego de refrigeração
mecânica para o resfriamento de ambientes. Esta
aplicação passou a ser chamada de AR CONDICIONADO.
Nos últimos anos, o conceito de AR CONDICIONADO tornou-se mais abrangente.
A Norma Brasileira NBR 6401, de dezembro de 1980, da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas) descreve AR CONDICIONADO como:
“O condicionamento de ar, qualquer
que seja a finalidade a que se destine, implica preliminarmente à limitação
entre os seguintes valores preestabelecidos das grandezas
discriminadas, representativos das condições
que devem coexistir nos recintos, no período de
tempo em que se considera a aplicação do
processo:
• Temperatura do ar no termômetro
de bulbo seco;
• Umidade relativa do ar;
• Movimentação do ar;
• Grau de pureza do ar;
• Nível de ruído admissível;
• Porcentagem ou volume de renovação de ar.”
Infelizmente, alguns meros comerciantes,
que se intitulam profissionais na área, só pensam
em AR CONDICIONADO como uma simples forma de reduzir
ou elevar a temperatura de um ambiente.
É importante considerar que uma adequada instalação de AR
CONDICIONADO requer um projeto de engenharia no qual fique assegurada a obediência
aos parâmetros da Norma Brasileira, principalmente, quanto aos itens Grau
de Pureza do ar e Porcentagem ou Volume de renovação de ar. A não
observância destes itens pode provocar sérios problemas de saúde
aos ocupantes.
Atualmente, a grande ênfase que
deve ser dada, nos sistemas de AR CONDICIONADO, é no
tocante ao grau de pureza do ar e vem sendo denominada
de QUALIDADE DO AR INTERNO que provém da denominação
em inglês “INDOOR AIR QUALITY” (IAQ).
CURITIBA 07/11/2003.
Luiz Fernando Michelena
Matéria Veiculada no Espaço
Profissional do Caderno Construção e Decoração
do Jornal Gazeta do Povo (Curitiba – PR) em 07/11/2003.