CONFORTO TÉRMICO
O ser humano tem um comportamento análogo
ao de uma máquina térmica. Para movimentar-se
e manter-se numa temperatura adequada ele necessita de
energia. O “combustível” humano é a
alimentação que é queimada pelo
oxigênio nos pulmões, isto é o metabolismo.
O sistema de manutenção
da temperatura do corpo humano apresenta uma funcionalidade
excepcional. A título de comparação,
as instalações de ar condicionado necessitam
de um complexo sistema eletrônico controlando um
intrincado conjunto mecânico para obter resultados
similares aos deste sistema natural.
Diante de temperaturas ambientais baixas,
o metabolismo é acelerado para compensar as perdas
de calor, evitando a queda de temperatura do corpo. Em
temperaturas externas elevadas, o metabolismo é desacelerado
e, se isto for insuficiente, o corpo começa a
suar, fazendo com que a o calor latente da evaporação
do suor evite a elevação da temperatura
corporal.
O conforto térmico é obtido
quando as condições ambientais de temperatura,
umidade relativa e movimentação do ar propiciem
as funções normais do individuo com a mínima
atividade metabólica. Estas condições
são pessoais, variando de individuo para individuo,
e variando, também, em função da
atividade física, estação do ano
e incidência de fontes de irradiação
de calor.
As condições de conforto
foram estudadas, nos E.E.U.U., utilizando-se grupos de
pessoas, em atividades sedentárias e com vestimentas
leves, posicionadas num ambiente com velocidade do ar
e irradiações controladas, onde foram submetidas
a várias combinações de temperatura
e umidade relativa. Estas experiências levaram à determinação
de uma zona de conforto na qual 80% das pessoas participantes
dos testes qualificaram o ambiente como confortável.
As instalações de climatização
visam manter os ambientes dentro da zona de conforto
térmico, cuidando, simultaneamente, do nível
de ruído e da pureza do ar ambiental.
Curitiba, 12/07/2003.
Luiz Fernando Michelena